Para ver no #Halloween

O ano passado deixei a tarefa de publicar recomendações de séries ou filmes para a Inês, sim, eu disse “Inês estás encarregue da publicação do Dia das Bruxas”… bem e acho que ela não desgostou da tarefa. Porém, este ano sou eu quem decidiu fazer a publicação deste ano, espero que vocês não desgostem… Até porque tive uma overdose de filmes/séries de terror. Alguns dos filmes/séries mais ou menos recentes e outros que eu simplesmente não me canso de rever.

Ora, bem, para quem não sabe (eu incluída) o primeiro filme de terror foi realmente uma curta de poucos minutos chamado “Le Manoir du diable” – A Mansão do Diabo – de 1896 pelo Georges Méliès; em 1910 passou da literatura para o cinema o grande “Frankenstein”, também ele com apenas alguns minutos! E depois, muitos mais surgiram, uns filmes mais assustadores do que outros (em todos os sentidos possíveis); muitos remakes de clássicos (super-hiper-mega clássicos), como por exemplo, o “Conde Drácula” já foram feitos.

Um agradecimento especial para a Maria João, que me deu o trabalho de casa de ir procurar estas coisas, quando na verdade apenas lhe pedi sugestões de filmes.

The Lizzie Borden Chronicles – As Crónicas de Lizzie Borden

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Estamos em Fall River, Massachusetts no ano de 1893 e faz 4 meses que Lizzie Borden foi dada como inocente no julgamento pela morte do seu pai e madrasta. Inocente ou não, a acusação e principalmente o julgamento manchou o nome da família Borden e criou na comunidade um certo desconforto na presença da senhorita Lizzie Borden (ela ama estar no spotlight).

Após a morte dos pais, as irmãs Borden ficaram atoladas em dívidas, pois tal como hoje (pelo menos que eu saiba em Portugal) o pessoal herda a dívida dos pais (que é uma coisa fixe de se herdar). E porque é que eu dou esta informação, assim, sem nexo nenhum? Porque é o ponto de partida para todo o massacre que se sucede.

Christina Ricci, interpreta a personagem principal – Lizzie Borden –  e, fá-lo de uma forma extraordinária, o que significa que é impossível (pelo menos no início) não ficarmos cativados pela suposta má da fita. Lizzie é corajosa, destemida, orgulhosa e não se deixa intimidar por ninguém nem com qualquer situação, é uma excelente manipuladora, uma pura psicopáta e sociopata que faz o que tem de fazer para atingir os seus objetivos. Tenham na memória que ela foi julgada pelo homicídio dos seus pais e o tribunal considerou-a inocente de tudo apesar de TODAS as provas gritarem que ela é a culpada.

Ao contrário da sua irmã, Emma (sendo a mais velha) é calma, emotiva, sensível, conservadora, simpática, atenciosa, prestável e ingénua. É ela quem contrata o investigador/caçador de criminosos que chega a cidade, para restaurar a honra do nome Borden. Porém e para surpresa de Emma (dah, Emma, sua tola), este investigador suspeita de todos os homicídios recentes que acontecem na cidade são da autoria de Lizzie e é bastante mais inteligente que os policias, pois não se deixa levar pela aparente delicadeza de Lizzie (Christina Ricci é perfeita para a personagem) pois é uma mulher pequena, bem educada e demonstra gentileza. O que seria normal naquela época para as senhoras.

Perdi a conta às personagens que perdem a vida nesta série e fiquei maravilhada pela forma com a calma e calculismo que Lizzie comete os seus crimes, como se fosse algo extremamente normal.

O detalhe demonstrado ao pormenor na série é incrível, em especial todo o vestuário.

Uma última informação, esta série foi baseada numa história verídica, façam o favor de pesquisar. Não acredito, no entanto que o número de homicídios seja tão alto como na série.

Creeped Out

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Outra série.

Diz a lenda que “O Curioso” colecciona contos, e que quando se ouve o seu assobio algo de arrepiante vai acontecer. Pressente quando um conto vai acontecer, ele é atraido por eles. Cada episódio conta um conto diferente.

Para pré-adolescentes?! Diria que os “Arrepios” que eu via quando ainda nem sequer estava na pré-adolescência e davam na televisão durante a tarde são bastante assustadores comparados com esta série (até porque o Chukie está lá num dos episódios). Mas o Halloween não é só feito de filmes ou séries que nos deixam agoniados e com macaquinhos no sótão… o Halloween também é para algo… suave.

 

The Witch

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E claro está. que não poderia faltar um filme sobre bruxas, correto? A história d”A Bruxa” decorre na denominada Nova Inglaterra (fica nos EUA – para quem não se lembra os EUA foram uma colónia de Inglaterra) em 1630 e conta-nos a história de uma família extremamente cristã que foi isolada (vá expulsa) da comunidade onde estava integrada. Assim, a família viu-se obrigada a construir a sua casa longe de qualquer vila ou alguém e junto à floresta.

A família aumenta com o nascimento de mais crianças e a vida decorre normalmente. Bem, decorre normalmente, até o mais pequeno desaparecer mesmo em frente da vista da irmã mais velha Thomasin. Ninguém é capaz de explicar este acontecimento, nem mesmo a pobre Thomasin, que agora sofre com o rancor que a sua mãe lhe guarda pelo desaparecimento do bebé. Este acontecimento é o gatilho para o desenrolar de uma história de histerismo religioso ao ponto de a família se virar contra Thomasin e a acusar de ser uma bruxa. Só que a bruxa não é a coitada como poderão imaginar, uma vez que a família vive às portas de uma floresta.

As coisas ficam tãããooo más que a única que sobrevive *spoilers* é a acusada de bruxaria! E mais não digo, porque o filme não se fica por ai… hehehe.

Não é um filme onde a acção se desenrole da maneira “normal” (ou seja, depressa), pode-se dizer até, que a história decorre à mesma velocidade dos filmes clássicos. Leva tempo, para acontecer. É para apreciar. Dou de igual forma os meus parabéns aos pormenores de época que dão ao filme outra qualidade.

MA

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Como eu andava mortinha por ver este filme! Devem saber como adoro a atriz Octavia Spencer!

Se estão à espera de ver sangue a jorrar por todos os lados esquecem… vejam antes o remake do filme “A Mansão do Diabo” com o queridissimo Ryan Reynolds *suspiros*. Este tipo de filme é denominado filme de terror psicológico.

“Ma” é a alcunha que os jovens que começaram a fazer festas na cave de Sue Ann lhe dão. É ela quem fornece as bebidas alcoólicas, o espaço e os snacks aos jovens cuja idade é inferior àquela permitida para poderem beber bebidas alcoólicas. Tudo isto, apenas porque Sue, refere que se  preocupa com os jovens e não quer que estes bebam em sítios onde lhes pode acontecer alguma coisa ou porque podem ir conduzir embriagados. A mim isto tudo parece-me muito estranho: uma desconhecida, que compra bebidas alcoólicas e disponibiliza o espaço na sua casa para uma festa. Yah, definitivamente, nada estranho. A mim, a minha mãe ensinou-me a não aceitar nada de estranhos…

Os jovens só começam a questionar o real motivo para toda a simpatia de Sue Ann quando esta começa a ser demasiado insistente quando eles não podem ir às festas durante a semana. E acreditem em mim, ela torna-se mesmo chata!

A real motivação de Sue Ann, não são os miúdos, mas sim os pais dos mesmos. Ela fez os ensino secundário com os pais dos adolescentes e pode-se afirmar que as coisas não correram bem naquela época. O que Sue Ann procura é vingança… e para a alcançar, aproximou-se dos filhos daqueles que a humilharam no passado.

Só para informar: há uma cena capaz de arrepiar qualquer ser humano do sexo masculino.

Hocus Pocus

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“Hocus Pocus” é um filme da colheita de 1993, que só esta semana vi. Shame on me!!

Max Dennison é um céptico em relação a tudo a que envolva o Halloween, inclusive às suas lendas, mas este mudou-se nada mais nada menos que para Salem. Espero que vocês saibam o que Salem significa, porque eu não vou explicar.

O seu cepticismo dissipa-se quando ele, a sua pequena irmã Dani e a rapariga que ele gosta Allison (porque é que se chamam sempre Allison?) vão visitar (no dia de Halloween claro está) a casa museu das Irmãs Bruxas mais famosas de Salem: Sarah Sanderson, Winifred Sanderson e Mary Sanderson.

Conta-se que as Irmãs Sanderson, segundos antes de serem mortas por enforcamento pelos aldeões pelo crime de bruxaria, lançaram um feitiço que na noite de Halloween, caso a vela da chama negra da sua casa fosse acesa por alguém virgem elas iriam voltar para poderem lançar o seu feitiço de vida eterna. Podem adivinhar o que Max fez. Pois.

Agora os três têm de impedir que as Bruxas completem o feitiço e têm a noite toda, até ao amanhecer para o fazer. Parece pouco tempo, mas se para vocês correr na passadeira durante 15 minutos parece muito imaginem a noite toda!

Tenham atenção que é um filme da Disney!

 

The Nightmare before Christmas

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Este filme não é de 1993 mas sim de 94… desperdício de um ano 😉

Jack Skellington, O Rei das Abóboras, cansou-se da rotina do Halloween e num dos seus passeios por fora da cidade, passa por acaso pelo portal do Natal e vê a alegria que este leva às pessoas. Decide que será uma boa ideia (só que não) trazer o espírito de Natal ao Halloween, ou será ao contrário? O problema é que Jack não compreendeu, inteiramente, qual o espírito de Natal.

Hoje em dia eu diria que é o espírito consumista, capitalista… o que quiserem chamar.

O resultado acaba por não ser muito bom, entre raptar o Pai Natal e adaptarem o Natal à moda Halloween, bem podem imaginar as surpresas que os humanos têm debaixo das suas árvores de Natal. Sally (a namorada de Jack) é a única que se opõe à ideia maluca do namorado e igualmente a única que tem razão no meio desta confusão que Jack criou.

O facto é que o Halloween trás consigo um estado espírito às pessoas diferente daquele que o Natal trás. O Halloween não é inteiramente a representação do medo em relação aos nossos próprios medos ou de algo que não existe (em tipo 99,9% das vezes). No México é o Dia de Los Muertos (Dia dos Mortos – Dia dos Fieis Defuntos aqui em Portugal) é uma comemoração feliz (já aqui publicamos o filme Coco) de homenagem aos seus entes queridos que já faleceram – é um tipo de festejo diferente do Halloween.

Em qualquer caso, existem pessoas que gostam tanto do Halloween como do Natal, outras que não gostam do Halloween e são perdidas pelo Natal e por último (tipo eu) que não gostam do Natal e adoram o Halloween!

Silence Of The Lambs

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Não poderia deixar de parte um dos meu filmes preferidos! E sobre este filme deixo-vos somente isto:

Hannibal Lecter

 

 

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