#3: Banda Desenhada ou Gibi?

Alô gente gira!

Por mais desculpas que peça, tanto a vocês como à Helena, não há perdão. Estive imensos meses fora e só me apetece bater com a cabeça nas paredes de tão desnaturada que sou.

As leituras, essas, não ficaram pendentes, como é óbvio.

Aproveitei esta onda de correria de vida adulta para matar saudades de uma paixão de infância: Os Gibis da Turma da Mônica!!
É oficial desde sempre: é a única BD de que eu gosto.

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Pois é, estes bonequinhos lindos e simpáticos fizeram parte da minha infância, e creio que da vossa também.

Criados pelo brasileiro Maurício de Sousa, há muito tempo (não quero estar a ir buscar informação à wiki, quero apenas falar daquilo que sei), começando em jornais e posteriormente para as revistas que todos nós conhecemos.

Conheci estas personagens aos meus 9/10 anos, porque um amigo da família quis-se livrar de livros de banda desenhada que tinha, e então deu-me todos os que tinha. E eram todos da Turma da Mônica. E hoje em dia já não tenho nenhuns desses. Enfim, parvoíces da adolescência.

Na minha opinião, qualquer criança se identifica com pelo menos uma das personagens:

  • A Mônica, protagonista, é alvo de gozo por parte de toda a gente por ter os dentes tortos. (Muitas das vezes é chamada de “Mônica dentuça”)
  • O Cebolinha tem um problema de fala, em que não consegue dizer os R’s, substituindo por L’s. (“Vamos blincal?”)
  • O Cascão é o menino que tem um medo horrível da água, nem toma banho, nem sai de casa em dias de chuva.
  • A Magali é a comilona, qualquer oportunidade é boa para um lanche!

Depois foram aparecendo mais personagens, sendo sempre estas as principais.

Fiquei louca quando descobri que em Porugal, mais precisamente em Loures, existe um parque da Turma da Mônica! Se já lá fui? Não, ainda não, mas é uma das coisas a rematar na checklist muito em breve.

 

E agora vocês perguntam o que é que esta banda desenhada pode trazer às crianças?

Por experiência própria, o sentimento de inclusão. Repare-se, nenhuma das personagens é o modelo de criança perfeita (seja lá o que isso for). Todos se dão bem e respeitam-se. Lembro-me de olhar para estas tirinhas e pensar que queria ser como eles, daí me ter refugiado tanto neles.
Eu fui vítima de bullying durante anos e nunca tive um grupo de amigos assim! Sentia-me aconchegada a ver todas as aventuras deste grupo.

Se há Bandas Desenhadas adequadas a crianças, sem incitações à violência e ao ódio, são estas. No fim, acaba sempre tudo bem, e existe sempre a palavra “desculpa” quando fazem mal ao outro.

Acho que o que faz falta a esta geração é mesmo ler mais Turma da Mônica, para ver se as crianças deixam de ser tão ruins umas para as outras e se os adultos começam a ser mais tolerantes com as diferenças dos outros.

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