A Vigilante

Olivia Wilde dá vida a Sadie, uma mulher vítima de violência doméstica, que depois de ter conseguido fugir da sua situação se dedicou a salvar todas as pessoas em situações semelhantes que conseguisse, através de meios…violentos.

Um(a) vigilante, é alguém que faz justiça pelas próprias mãos, na esmagadora maioria das vezes à margem da lei, porque muitas vezes a lei não consegue, ou não quer, ajudar as vítimas.

O contacto da Sadie é passado de vítima para vítima, e ela faz o seu melhor para as ajudar a todas. Em troca, a Sadie pede-lhes comida, e em casos extremos, porque ela odeia fazê-lo, dinheiro, uma vez que ela muda de sítio constantemente.

Vemos dois casos que ela ajuda – uma mulher que parece que esteve num acidente de carro (spoilers – não esteve), e um rapaz e o seu irmão, que são negligenciados pela sua mãe, uma viciada que coloca as drogas acima do bem-estar dos filhos. No primeiro caso vemos a Sadie a espancar o marido abusivo da mulher, e a chantageá-lo para deixar dinheiro à mulher e sair de casa para nunca mais voltar. E no segundo caso, aquilo que não vemos é ainda mais horripilante. O irmão do rapaz que chamou a atenção de Sadie estava trancado num quarto, e existe uma implicação de que a criança pode ter uma deficiência, provavelmente mental, e é por isso que a “mãe” o trancava. Nós nunca vemos as condições específicas que a criança é mantida, nem nunca vemos a criança ela própria. Só vimos a reação da Sadie assim que ela abre a porta, e ela parece prestes a chorar e a vomitar ao mesmo tempo. Confesso que pensei inicialmente que a criança tinha morrido trancada no quarto, devido à reação dela, mas o rapaz estava calmo à espera que a polícia chegasse, por isso assumo que ela estava viva, ainda que muito maltratada.

Entre estes casos vemos a Sadie a treinar ao longo de horas e horas, a fortalecer-se para poder dar conta dos casos em que tem que andar à pancada – que são essencialmente todos –, e a aprender a aplicar maquilhagem para se disfarçar (como rugas) e a pentear a sua vasta coleção de perucas. Ao mostrar-nos a vasta coleção de disfarces que ela tem, temos noção não só das vezes que ela já fez isto, mas também dos cuidados que ela tem – se os agressores forem atacados por mulheres cujas descrições são todas diferentes, ninguém pensa mediatamente que é a mesma pessoa a usar disfarces, sobretudo porque ela nunca para muito tempo no mesmo sítio.

Ao longo do filme temos a confirmação de que a Sadie foi também uma vítima de violência doméstica, e sabemos exatamente o que é que lhe aconteceu, e quando é que ela conseguiu fugir. Mas ela ainda anda a fugir, porque o marido dela ainda anda à solta, e ela vive num medo constante de que ele a apanhe.

Não vou revelar tudo o que acontece a partir daqui, por isso ainda têm pelo menos metade do filme para ver sem spoilers nenhuns.

E deixo aqui o trailer, só para ver se vos convenço mesmo a ver a filme.

 

Por hoje é tudo pessoal, beijos!

P.S.: Desculpem a minha ausência, mas escrever uma dissertação ocupa algum tempo :P.

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