Top 5: Bandas-Desenhadas de Terror

Tal como prometido, estou de volta!

Como sou a perita oficial de BD aqui no blogue, decidi recomendar 5 Bandas-Desenhadas assustadoras (e que não fazem diretamente parte da Marvel nem da DC Comics, só para variar um bocadinho as coisas).

Harrow County

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Numa pacata aldeia algo isolada no meio do mato, vive Emmy, com o seu pai, e com os poucos amigos que este lhe permite ter. Se por um lado ela acha que ele exagera, por outro Emmy conhece as lendas da floresta, das pessoas que costumavam desaparecer por lá.

Contudo, um dia Emmy faz uma descoberta que muda a sua perspetiva: à 18 anos atrás, uma bruxa foi queimada na floresta que rodeia a aldeia. Mais: é possível que Emmy seja também uma bruxa. E é possível que o seu pai esteja disposto a matá-la por isso.

Vocês vão ver que eu falo da arte sem parar nesta lista, mas é porque tenho razão. E Harrow County é um exemplo excelente disso, sendo uma história de terror que não tem medo de ser considerada menos assustadora por usar cores fortes nas suas personagens. Colorida com aguarelas, é genuinamente impressionante a emoção que as personagens transmitem, existindo painéis em que não é preciso haver diálogo, porque basta olhar para a cara deles para perceber o que estão a pensar.

Mas as bruxas não estão sozinhas. Dentro da floresta Emmy acaba por encontrar Haints, espíritos, demónios e monstros, que habitavam as florestas do mundo antes do Homem nascer, e que tencionaram continuar a habitá-las depois da sua morte. Alguns querem ajudá-la, outros nem tanto, mas cabe a Emmy decidir o destino de todos os seus habitantes.

 

Wytches

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As bruxas são um tópico que hoje em dia é mais associado à comédia do que ao terror. Mas ainda persistem algumas histórias que as tornam em vilãs bastante intimidantes. Contudo, seja terror ou comédia, ou outra coisa qualquer, são sempre vítimas de clichése estereótipos, de uma forma ou de outras. Parece que estagnaram, em termos de caracterização.

É aqui que esta BD entra. Com um estilo visual simplesmente lindo, Wytches impões várias reviravoltas às conceções que temos das bruxas, o que o torna numa história que vale a pena apreciar.

 

Colder

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Esta foi a capa mais…”normal” que consegui encontrar desta série de BD’s. Não, a sério, só as capas são metade do frio no estômago que isto causa. Já alguma vez viram um filme de terror e pensaram que, com os efeitos especiais de hoje em dia, se podia fazer TANTA coisa em termos visuais? E que os filmes parecem que se estão sempre a conter? Pois esta série vais tirar-vos isso da ideia, porque a arte é magnífica e horripilante ao mesmo tempo.

Com duas séries (temporadas não é o termo apropriado, o que é que querem que vos faça), “The Bad Seed” e “Toss the Bones”, Colder segue a história de Declan Thomas, um homem que consegue curar a loucura dos outros, à custa do seu calor corporal. Isto não lhe causa mal-estar físico, mas torna-o muito mais vulnerável à loucura que tenta curar nos outros, e ele não consegue deixar de o fazer; seja por sentir que é a coisa certa, seja porque as pessoas se tornam basicamente em assassinos em série. Uma premissa aparentemente simples, Colder acaba por se afastar dos clichés da doença mental como base de uma história de terror, optando por associar o seu tipo específico de loucura a algo surrealista, e aproveitando para dar umas alfinetadas na perceção que as pessoas comuns têm dos doentes mentais.

Para além da arte e do estilo visual, a melhor coisa desta BD na minha opinião é o vilão principal – Nimble Jack. Imaginem tudo aquilo que acham que sabem sobre o Joker do Batman. Agora multipliquem isso por… sejamos modestos, 130 vezes. Têm aí o Nimble Jack, uma criatura que se alimenta da loucura dos outros. Tudo, desde as suas ações, à forma como se apresenta, à maneira como é desenhado, ao prazer e alegria puros que ele sente sempre que vê a loucura tomar posse de alguém…ya, este gajo é sinistro. ADORO!!

 

Rachel Rising e Strangers in Paradise XXV

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Rachel Rising começa com a nossa protagonista, Rachel, a sair de uma campa. Inicialmente acreditamos que ela foi enterrada viva, mas depressa descobrimos que ela foi assassinada, e que voltou à vida por razões desconhecidas.

Enquanto que a primeira série lida com as investigações de Rachel sobre quem a matou, e sobre quem a trouxe de volta à vida e porquê, no final sabemos que essas respostas não são suficientes. Ainda há algo por explicar, ainda há algo para acontecer. É aí que entra a segunda série: Strangers in Paradise XXV, que ainda está em lançamento, com a continuação da busca de Rachl por respostas.

Ao contrário das BD’s anteriores, a arte aqui é diferente, sendo em preto e branco, com apontamentos de cor ocasionais, um estilo muito Europeu da velha guarda, e que faz lembrar o filme Sin City, com pequenos detalhes de cor num mundo preto e branco. Mesmo esta ausência de cor não retira da história, que assenta completamente nas suas perosnagens. Desde vários tipos de terror, a um humor negro muito apropriado, Rachel Rising é viciante, e Strangers In Paradise XXV não é exceção.

Revival

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Um começo simples, quase clássico, que se desenrola até atingir proporções…caóticas. Toda a gente que morreu dentro de alguns quilómetros de Wausau no Winsconsin no dia 1 de Janeiro, regressa à vida no dia 2 de Janeiro. Após localizada a origem – Wausau -, é decretado um isolamento e uma quarentena de todos os habitantes; ninguém sai, e ninguém entra, até se descobrirem as causas deste fenómeno.

Mas as coisas não correm como seria suposto. Aqueles que voltaram à vida apresentam comportamentos bizarros e violentos, e os habitantes de Wausau não eram aparente os únicos a viver na zona…

Com uma atmosfera policial, Revival é mais uma história viciante, em que a arte é impecável e imaginativa.

 

E por hoje é tudo pessoal!

Beijos e Abraços e até à próxima!

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