Top 5: Filmes que Sabem Melhor em Outubro

Ainda que o Halloween não seja uma celebração Portuguesa, é graças a ele que Outubro se tornou no mês das coisas assustadoras, e das estreias de filmes assustadores. Como eu sou o tipo de pessoa que ADORA filmes de terror e de suspense, trouxe-vos este singelo Top 5, com os melhores filmes de terror que vi este ano (ainda que nenhum deles tenha estreado em 2018), por nenhuma ordem em particular.

 

Ghost Stories (2017)

Um filme Inglês que segue a investigação de 3 relatos paranormais, por um homem que dedicou a sua vida a provar que o sobrenatural não existe, e a desmascarar charlatões. Contudo, estes 3 casos são-lhe entregues por alguém que, tendo seguido o caminho do ceticismo antes dele, não conseguiu resolver os casos. Seria por estar já velho e cansado? Ou seria porque estes casos escondem algo que o nosso personagem principal não quer enfrentar?

Eu adorei este filme, porque é tão subtil. Tem um ritmo deliberadamente próprio, sabe exatamente quando ser lento, e quando acelerar a história. E tem um final que faz sentido,  é fácil de compreender, não deixa pontas soltas. E tal como a maioria dos filmes desta lista, é um filme que se pode ver por si só; ou seja, não faz parte de uma série de filmes que começou em 1900-e-troca-o-passo, não há um propósito maior, não há ligações externas, nada. É um filme. De terror. Muito bom. Que eu recomendo vivamente. E não me faz sentir na obrigação de ver mais 30 filmes.

E o Martin Freeman faz parte do elenco! Gosto imenso do trabalho do homem, tinha que o mencionar.

 

In The Mouth of Madness (1994)

A história de um homem simples, que se vê puxado para um mundo de loucura, e a sua luta para não lhe sucumbir.

Não posso falar muito mais do filme, porque acabaria por estragar as reviravoltas da história. Mas posso dizer que o que me atraiu foi o facto de retratar um tipo de terror pouco visto no cinema, ainda para mais nos anos 90, em que só os filmes com assassinos em série é que eram filmes de terror. O terror do desconhecido. Não só daquilo que se encontra para além do que conhecemos, ou que achamos que conhecemos, mas o terror que vem de pensar que, mesmo que consigamos descobrir o que se esconde para lá do conhecido, perceber que nunca o vamos conseguir compreender.

Baseado nas histórias mais curtas do Stephen King, homenageando o autor várias vezes, e baseado no terror surrealista e cósmico criado H. P. Lovecraft (que foi bastante melhorado, na minha opinião, pelos seus alunos e seguidores), este foi um dos filmes que menos dinheiro rendeu a John Carpenter na altura; mas acredito que daqui por uns anos se tornará num dos seus maiores filmes de culto. Veio apenas cedo demais.

 

The Ritual (2017)

De modo a honrar a memória de um amigo após uma tragédia, um grupo de homens decide fazer uma excursão que ele não teve a oportunidade de realizar: percorrer um trilho na Suécia. Mas quando um deles sofre um acidente, de modo a poderem pedir ajuda devem cortar caminho através dum bosque. Nada de mais, até é uma extensão de floresta pequena, de acordo com o mapa. Mas o que o bosque esconde, não vai deixá-los partir assim tão facilmente.

Mais um filme Inglês, com performances absolutamente fantásticas. Não é o tipo de filme de terror que precise de subir a música de repente para assustar a audiência. É TÃO melhor do que isso.

 

Marrowbone (2017)

Uma família de 4 irmãos tem que fingir que a sua mãe ainda se encontra viva até que o mais velho dentre eles atinja a maioridade, porque caso contrário serão separados e entregues à custódia do estado. E eles não são os únicos com algo a esconder.

Ao fim de pouco tempo estava super confiante de que tinha adivinhado a reviravolta do filme. E adivinhei. E depois apareceu a outra reviravolta. E foi aí que me apaixonei por este filme.

 

The Endless (2017)

Um filme mais experimental, e mais a puxar para a ficção científica, mas aterrorizante ainda assim. Dois irmão, após receberem uma cassete, decidem voltar ao culto de onde fugiram quando eram crianças, para perceberem quem lhes enviou o vídeo.

Começa lentamente, de modo a estabelecer as personagens e as relações entre elas, mas rapidamente mostra aquilo que se está a passar. Mesmo que seja uma confusão tremenda. Gosto do estilo de filme independente que tem, vê-se a criatividade dos realizadores, e o amor que eles têm pelo que fazem.

 

E por hoje é tudo pessoal! Boa noite, e amanhã há mais Top 5, com Bandas-Desenhada de Terror.

Beijos e Abraços!

Deixar uma resposta