Roman J. Israel, Esq.

Roman Israel é um advogado que trabalha  com o seu mentor e chefe William Henry Jackson, e juntos formam uma pequena firma de advocacia que se ocupa principalmente de casos criminais como assaltos e homicídios. Um súbito ataque de coração (e posterior morte, após dias de coma) coloca fim a esta parceria de mais de vinte anos.

William é quem dos dois dá a cara nos tribunais enquanto Roman trata dos fundamentos e burocracia, pois Roman tem uma “ligeira” fobia social.

Roman vive “no passado” e apesar de todas as características que fazem dele um weirdo, é um advogado dedicado aos seus clientes, acredita que todos merecem ser ouvidos apesar de serem ou não inocentes e além disso Roman tem uma memória de elefante!

A morte de William veio mudar drasticamente a vida de Roman. A sobrinha de William fecha a firma e explica a Roman que esta firma era um pequeno sonho do seu tio e que era sustentada pela família porque eles praticamente não cobravam nada aos seus clientes. A firma de William e Roman fazia com frequência pro bono. Tudo isto significa que Roman não tem emprego.

George Pierce, advogado em uma grande firma, fica encarregue dos casos que ficaram pendentes. Roman não tem outra hipótese senão ir trabalhar para George.

O único valor que George tem, ao contrário de Roman, é dinheiro. E apesar das diferenças de cada um, ambos vão ensinar algo um ao outro. Porém é quando Roman tem um cliente acusado de homicídio que este passa por uma crise moral, que vai desencadear determinadas acções e consequências.

Não é um filme emocionante, mas é um bom filme que refere a luta de valores pessoais de uma determinada personagem e é algo que nos acontece diariamente mesmo quando não nos apercebemos. O que me levou a identificar-me com a personagem Roman. Porque afinal de contas devemos fazer o que está certo, o que é fácil ou o que gostamos mais? Todas estas coisas podem entrar em conflito umas com as outras, e a nossa consciência começa a falar connosco (se não formos psicopatas ou sociopatas é claro).

P.S.: Foi bom ver novamente o actor Colin Farrell em um filme decente.

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