Phantom Thread

Reynolds Woodcock é um estilista de renome que trabalha com o apoio da sua irmã Cyril. A sua inspiração vem através de musas/amantes que estão constantemente a sair e entrar na sua vida. Reynolds não consegue evitar aborrecer-se facilmente de cada uma delas… porém isso muda quando numa saída para a sua casa de campo conhece Alma.

 

Helena: 

Olá relações tóxicas! Quem acha que a relação entre Alma e Reynolds é saudável, levante a mão! Pois é, fico um pouco assustada pelos que levantaram a mão. Dar cogumelos venenosos à/o vosso/a amado/a é coisa de aaaah psicopata?! Mas ei, aceitar ter comido cogumelos venenosos na boa…?! Só mais uma razão para eu nãão gostar de cogumelos e/ou de pessoas tóxicas/psicopatas.

Definitivamente não é um filme que seja fã. Para ser sincera, reflecti durante cerca de cinco minutos se queria mesmo ver o filme até ao fim após a primeira meia hora. É que nem sequer tirei quaisquer apontamentos. Yaph eu tenho um caderno onde tiro apontamentos sobre os filmes (apenas aqueles que desejo escrever uma publicação) sobre pequenos pormenores ou os nomes de todas as personagens, ideias e afins. Fiquei mais animada quando terminou, só pelo facto de ter terminado.

Uma história sobre um costureiro de renome excêntrico com a mania que é a única estrela no céu, que é um solteirão inveterado, e a sua mais recente musa. Foi mais do mesmo, na minha opinião: bastante previsível – menos a parte dos cogumelos.

A única coisa que gostei neste filme foram os vestidos…

 

Inês:

Sinceramente, não sou grande fã deste filme. Não é que seja mau, acho só… que o filme acha que é mais inteligente do que é na verdade. Confesso que me surpreendeu a vertente dramática, em vez de ser o típico “óscar bait” que parecia que iria ser, mas mesmo assim, pareceu-me, de um modo geral, pretensioso.

O personagem principal era demasiado…odioso, à falta de um termo melhor, e não mudou nada ao longo do filme, não houve crescimento nenhum. Houve claramente um ciclo quebrado, mas não por ele ter aprendido lição alguma.

Curiosamente a parte de que gostei mais (para além dos vestidos, este filme foi uma desculpa para dress porn, eu juro) foi a decisão, ou aceitação, final do personagem principal. A decisão por si faz sentido, especialmente se pensarmos na relação que ele demonstra que tinha com a mãe. Mas acho que foi apressada, ainda assim. Precisávamos de mais algumas cenas, com ele a ponderar, e finalmente a aceitar, quando percebe tudo.

De todos os que vimos, este é definitivamente aquele que não faço questão de voltar a ver. O personagem principal é demasiado mau para o meu gosto. Não suporto gente que acha que manda no mundo e arredores de França.

 

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