Coco

“Coco” é um filme de animação cujo enredo se passa no México. Miguel é um rapazinho cujo sonho é ser músico… só existe um problema que o impede de concretizar o seu sonho: a sua família.

A família de Miguel é contra a música e existe uma razão para isso: o trisavô de Miguel era músico e abandonou a sua esposa e filha –  a bisavó Coco de Miguel – para ir em busca de fama (pelo menos é essa a história que atravessa gerações). A sua trisavó para conseguir sustentar a casa, começou a fazer sapatos . O negócio dos sapatos tornou-se um negócio de família até aos dias de hoje.

No dia do festejo do Dia dos Mortos – onde todos celebram a memória dos entes queridos que partiram para o mundo dos mortos – Miguel descobre, através de uma fotografia antiga – exposta no altar que honra os entes queridos da sua família – , que o seu trisavô foi o maior músico de todos os tempos!!! E contra a vontade da família decide participar no concurso de talentos que é no mesmo dia do festejo do Dia dos Mortos, porém Miguel precisa de uma viola, pois a sua avó na tentativa de o impedir de participar no concurso destruiu a sua… este decide roubar a do seu trisavô.

Com a viola do seu trisavô, o rapazinho toca um acorde e é transportado para o mundo dos mortos, ficando invisível para os vivos mas visível para os mortos e inevitavelmente para os membros da sua família que já partiram… Miguel fora amaldiçoado e só com a bênção da sua família pode voltar ao mundos dos vivos. A sua trisavó concede-lhe a bênção mas com uma condição: abandonar o seu sonho de ser músico.

Miguel recusa a condição imposta pela sua trisavó e parte em busca do seu trisavô no mundo dos mortos para que este lhe conceda a bênção, é ai que as suas aventuras começam.

 

 

Helena:

A Disney e a Pixar, têm um dom, e não estou a falar do dom de fazer óptimos filmes de animação para todas as idades, estou a referir-me em fazer as pessoas chorarem de emoção ao assistir um dos seus filmes. E eu chorei… não tanto como costumo – a minha mãe estava na sala comigo e eu não gosto de chorar em frente de ninguém! – mas ainda assim chorei. Era impossível não me emocionar em um filme que fala de perda.

Para ser sincera, não há muito a dizer porque por vezes é difícil descrever o que se sente (talvez se eu fosse poeta seria capaz!). Existe todo um conjunto de emoções: desde a mágoa e tristeza do abandono e perda, à esperança, à destruição de expectativas, à alegria e ao amor (não necessariamente por esta ordem).

E como um bom filme da Disney e Pixar, existe sempre uma mensagem de valores capaz de atravessar todas as faixas etárias (outro dom), não sendo necessário referi-la.

A conselho-vos a ver este filme, mas com um lenço ao lado…

 

Margarida:

Como amante dos filmes da Disney, devo dizer que assim que este filme saiu no cinema fiquei ansiosa para o ver.

Nem sei por onde começar, tantos são os elogios que gostava de fazer a este filme.

Como todos os típicos filmes da Disney este é um filme musical. Logo no início leva-nos a crer que este será diferente, porque a música é proibida.

Como o fruto proibido, normalmente é o melhor, Miguel não consegue evitar o fascínio que tem pela música e rebela-se contra a tradição da família.

Para além dos efeitos visuais magníficos, há uma verdadeira mensagem sobre os valores e a união da família que podemos retirar deste filme. Este filme tocou-me particularmente uma vez que sou muito chegada à minha família e como era previsível chorei bastante.

Definitivamente não é um filme só para crianças, a mensagem que se retira é no fundo a mesma, mas as formas de interpretá-la é que são diferentes com a idade.

Aconselho vivamente a verem com a família.

 

Inês:

Juro que nem sei o que dizer acerca do filme. Adorei, vejam, vale mesmo a pena.

A sério, acho que ainda estou em choque.

O que é que querem que eu diga? É a Pixar, claro que desatei a chorar! Desde a história em si, a atenção ao detalhe, as emoções completamente visíveis nas personagens…É A PIXAR, CARAMBA!

Acho que as coisas que mais me comoveram vão parecer parvas, mas ei, estou-me a lixar. Primeiro, a atenção ao detalhe, a qualidade da animação. Pode parecer uma coisa estúpida na qual me focar, mas para mim transmite o amor e o cuidado que a equipa pôs no filme. Há móveis de verga, sobretudo na cadeira da Avó Coco, e TÊM BOCADOS DE VERGA PARTIDOS! Eu sei, “o que é que isso interessa?”, mas interessa a atenção, a dedicação posta nos mais ínfimos pormenores!

E há ainda, o ponto principal, a relação do Miguel com a Coco. A minha bisavó morreu com 103 anos, e ainda que estivesse bastante melhor da cabeça do que a Avó Coco, as interações deles lembraram-me das interações que eu tinha com ela. Falar de coisas parvas que ela não percebia, ou que não lhe interessavam, mas que ela assentia, e sorria na mesma, porque eu estava a passar tempo com ela. Amei ainda a maneira do Miguel falar e reagir. Tantas vezes os protagonistas são crianças, mas falam como adultos. Mas o Miguel não, ele É uma criança, e age como uma, a inocência, a paixão pela música, o amor pela família…

Vão mas é ver o filme antes que eu comece a chorar outra vez!

Deixar uma resposta