A Saga Millennium – Porque Ninguém Fala O Suficiente Disto

Devido ao recente lançamento de um segundo livro que tenta seguir os passos de Stieg Larsson,  venho falar-vos da Trilogia Millennium.

Infelizmente, ainda tenho que ler qualquer um dos livros que “continuam” as aventuras (ou desventuras) de Lisbeth Salander, a minha hacker favorita de todos os tempos e, como tal, não posso comentar sobre a qualidade dessas obras.

Felizmente, a minha mãe é uma SANTA (e sabe o monstro literário que criou) e deu-me os dois volumes que me faltavam pelo Natal, portanto, daqui a pouco tempo devo voltar para vos dar a minha opinião.

Mas posso dizer-vos desde já que este novo autor – David Lagercrantz – tem um GRANDE desafio pela frente, tanto por causa da qualidade das histórias originais, como pelo facto de Stieg Larsson ter morrido antes ter tido a oportunidade de testemunhar o fenómeno em que sua trilogia se tornou, o que poderia incomodar o fãs mais “puristas” – eu mesma sou muito tendenciosa contra quem vem após o Sr. Larsson, mas vou tentar manter uma mente aberta.

Falando agora dos livros eles próprios, para aqueles de vós que não os conhecem:

Vou apenas resumir o primeiro, porque os outros dois estão profundamente ligados a tudo o que aí acontece, e eu não dou spoilers. A não ser que peçam.

Relativamente à história, vamos alternando entre as vidas de Mikael Blomkvist – um jornalista acusado (e condenado) de levantar falsos testemunhos sobre uma figura pública importante – e Lisbeth Salander, uma hacker com um passado misterioso, que trabalha para a Milton Security – uma empresa de segurança privada – e que foi encarregada de levar a cabo uma investigação sobre Blomkvist, através da qual concluiu que ele tinha sido tramado.

Mikael, que mais tarde arrasta Lisbeth para o assunto, envolvem-se no caso de uma pessoa desaparecida há quase 40 anos atrás, e têm boas razões para acreditar que se tratava na verdade de um assassinato.

Isto é o máximo que eu posso resumir, porque a partir daqui estrago mais de metade dos mistérios. EU ADORO ESTES LIVROS, PESSOAL! A SÉRIO, AQUELE TIPO DE ADORAÇÃO QUE UMA PESSOA NEM CONSEGUE FALAR, SÓ CONSEGUE ARREGALAR OS OLHOS!! Mas aviso já, é bastante violento, por vezes de forma gráfica, então não é definitivamente para os mais sensíveis. Mas esta violência toda não é gratuita, trata-se de uma crítica sincera de Larsson à sociedade, e é por isso que eu tenho tanto respeito pelo falecido autor – ele não tinha medo nenhum de apontar o que estava errado, por mais “normal” que fosse. Acho que isto pode ser derivado do trabalho que tinha, antes de ficar famoso como escritor.

Um tema muito prevalente, e uma das principais linhas de trabalho do Sr. Larsson é o fascismo, especialmente nos países nórdicos, juntamente com outros problemas inerentes a uma sociedade que se vê como moderna e progressiva e toda essa cantoria, mas que na realidade permitia, e em alguns círculos ainda permite, que a crueldade da prole do fascismo não só mostre a sua fealdade, mas também que apareça várias vezes e atue como “mestre de fantoches” de várias formas em todos os livros. O sexismo, as pessoas que julgam os outros e que realmente pensam em si mesmas como melhores do que eles, ou até como liberais, o estigma da doença mental, o abuso de poder em diversas formas e o tráfico de seres humanos são os principais temas que me vêm à cabeça, desculpem se me esqueci de mencionar qualquer coisa.

O primeiro livro intitula-se “Os Homens Que Odeiam As Mulheres”, o segundo “A Rapariga Que Sonhava Com Uma Lata De Gasolina E Uma Caixa De Fósforos”, e o último livro da trilogia original, “A Rainha No Palácio Das Correntes De Ar”.

Desta nova continuação, supõe-se que seja também uma trilogia, mas ainda só existem dois livros: “A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha”, e “O Homem Que Perseguia a Sua Sombra”.

Como curiosidade, o enredo original de Stieg Larsson já foi adaptado ao grande ecrã, tanto no seu país nativo – Suécia -, com uma das atrizes de quem não me canso de falar, Noomi Rapace, no papel de Lisbeth Salander, como nos Estados Unidos, com Daniel Craig no papel de Mikael Blomkvist, e Rooni Mara no papel de Lisbeth Salander. (Eu prefiro a versão Sueca, pessoalmente).

Despeço-me então, porque tenho livros para ler!! E TEMPO PARA Lê-LOS!!

 

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