Atomic Blonde – Agente Especial

Sei que tinha já há muito prometido publicar um texto sobre este filme (que andava doida para ver), e o prometido é devido. Às vezes mais vale tarde do que nunca. Até porque eu vi o filme duas vezes… sim duas vezes (e valeu a pena).

Atomic Blonde” é inspirado na novela gráfica “The coldest city“, escrita por Antony Johnston e ilustrada por Sam Hart. Se quiserem saber mais alguma coisa sobre esta novela gráfica aconselho-vos a dirigir todas as vossas questões à Inês (ela é a nossa especialista em BD).

Refiro desde já que o nome do filme foi sabiamente escolhido.

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O filme passa-se na época da Guerra Fria, quando ainda o Muro de Berlim ainda estava de pé e os soviéticos reprimiam (e matavam) a população. James Gascoine, um espião do MI6 vê-se perseguido por Yuri Bakhtin da KGB, pois James tem a lista de espiões e de segredos “sujos”… Bakhtin acaba por conseguir apanhar a lista e matar Gascoine (não por esta ordem).

Lorraine é enviada para recuperar o corpo de Gascoine e a lista, que contém também  o nome de um espião de duas caras (agente duplo ou traidor fica à vossa escolha o termo a usar). Dez anos mais tarde, Lorraine é interrogada pelos seus superiores (do MI6 e também pela CIA) pelos acontecimentos em Berlim. É durante o interrogatório que ficamos a saber de toda a história.

“Não confies em ninguém”

Em Berlim, Lorraine foi emboscada pelos soviéticos. Estes fizeram-se passar por enviados do contacto de Berlim, David Percival. Devido às perguntas que estes foram colocando a Lorraine, esta rapidamente percebeu que estes homens não eram quem diziam ser.  O que significava que a identidade de Lorraine estava exposta ainda antes de ela ter colocado os pés em Berlim. Resulta assim na primeira cena de acção deste (incrível) filme…  a minha cena favorita de acção, que envolve um sapato de salto alto.

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“O prazer de enganar o mentiroso”

Lorraine e Percival colaboram, ou pelo menos deveriam colaborar, para recuperar a lista e/ou o delator da lista: Spyglass. Uma vez perdida a lista, torna-se imperativo encontrar Spyglass, pois este memorizou toda a lista (uma memória fotográfica é algo incrível!).

Porém, torna-se óbvio que Percival não é tão confiável como diz: mente, coloca escutas e tem como objectivo ficar com a lista. Percival tem conhecimento do traidor. Assim, tudo o que Lorraine prepara é de algum modo sabotado. Mas quem disse que Lorraine não consegue o que quer?

Depois de muitas intrigas e lutas, chegamos ao momento crucial: levar Spyglass e a sua família para o outro lado do Muro. É aqui que as coisas se complicam para Lorraine. Os seus planos falham e assim esta procura a verdade e descobre que Percival não é exactamente leal…

Se Percival não é o traidor, mas está prestes a tornar-se um apesar dos esforços de Lorraine. Quem é o traidor? Para isso têm de ver o filme, acreditem que vale a pena, eu fiquei de queixo caído com o final do filme.

Atomic Blonde vs. 007

O James Bond que me perdoe mas Lorraine é sem dúvida melhor do que ele. A classe, inteligência, subtileza (e vamos ser sinceros, 007 não sabe o que é subtileza com todas aquelas explosões e tiros, ao menos Lorraine usa um silenciador), agilidade e persistência para chegar aos objectivos e cumprir a missão.

Dou desde já os meus parabéns à actriz Charlize Theron que foi fantástica na personagem Lorraine e também os meus parabéns ao actor James McAvoy que interpretou igualmente de forma extraordinária David Percival! Fico assim à espera que se sigam mais filmes a contar as aventuras e desventuras de Lorraine.

Deixo-vos aqui o trailer 😀

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