It’s Lucifer

Mais uma série sobre resolução de crimes, mas um bocadinho twisted: o Diabo ajuda a resolve-los. Lucifer Morningstar. Sim, o Diabo em “pessoa” (e que “pessoa”, meu Deus!). E como seria o Diabo em pessoa? Os criadores desta série deram uma visão do Diabo diferente, que para além de ser fascinante, faz todo o sentido se pusermos os neurónios a funcionar. O habitual é colocarem-nos à frente um ser horrendo que procura provocar a destruição, o caos e a morte da humanidade. Utilizando os próprios humanos para o fazer a si próprios, bastando sussurrar ao seu ouvido! Deliciando-se a ver o sangue de inocentes a correr pelo chão, paredes, etc….

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Em “Lucifer”, o Lucifer (sendo este um egocêntrico de primeira categoria, a série só poderia ter o seu nome) é colocado sobre a perspectiva de um “justiceiro” (ajuda a detective Decker na resolução de crimes), que castiga aqueles que realmente cometeram crimes (neste caso homicídios). Para ele não faz qualquer sentido castigar quem é inocente, aliás, isso é algo que o deixa extremamente irritado! E sim, ele tira prazer em castigar quem cometeu crimes… afinal de contas, é o Diabo. E para além disso, prazer é algo que está sempre a martelar no seu cérebro. Cometer pecados e aliciar outros a fazê-lo é “O” passatempo preferido do senhor Morningstar. Sexo & Bebidas alcoólicas são sem duvida os seus preferidos (who can blame him?).

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Este possui para além da imortalidade, força sobre-humana e de apelar de forma sedutora a relações de “carácter íntimo” (sem esforço nenhum, basta o raio do ser celestial respirar para que tal aconteça – It’s party all day and all nigth long, baby), consegue extrair a verdade dos seres humanos em particular os seus desejos “mais obscuros”… o que ajuda muito nas investigações. E um facto extremamente interessante nesta série é que Lucifer não mente. Nunca! (Poderá, enfim, omitir algumas coisas – mas isso não é o mesmo que mentir? Eu responderia que… sim – porém ele nunca mente aquando de uma pergunta) Enquanto Deus (o seu pai)… bem, vocês sabem aquelas frases de “Os desígnios de Deus são infindáveis” ou “Deus tem um plano” (mas só ele é que sabe qual é o plano, e isso não tem piada); Deus é assim colocado no papel de pai e criador sem escrúpulos e sem misericórdia, que para além de colocar a fé de quem nele acredita à prova faz de todos peões no seu “plano”.

[E é neste momento que estão a pensar que eu sou contra quem é crente. Bem, não sou contra, quando não afecta negativamente a vida de ninguém. Revelo por isso que sou ateia – feminino de ateu, ou seja, quem não é crente em nenhuma religião]

A série é na minha opinião, viciante 🙂 . É divertida, especialmente devido ao sentido de humor do próprio Lucifer (a ironia e o sarcasmo parecem fazer parte da alma dele, bem como a gritante falta de subtileza – ele claramente não gosta de passar despercebido a ninguém) e ele e os amigos e família celestiais estarem a adaptarem-se a um mundo cheio de mortais e de sentimentos (que não estão habituados a sentir).

Mas faz-nos reflectir nas nossas acções, quer sendo ou não, crentes em qualquer religião: as nossas acções têm consequências não só nas nossas vidas, mas também na vida dos outros; fazer o que é correto, é na esmagadora maioria das vezes muito difícil, devido a um elevado número de factores que poderão afectar a nossa vida de forma dolorosa ou menos boa, mas é imperativo fazê-lo para que a humanidade continue (humana). Porém, nem tudo o que é correto é justo e nem tudo o que é justo é correto.

Welcome to Hell.

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Deixo vos aqui o trailer da terceira temporada!

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