Vamos Falar Sobre o Logan

Então, foi assim o adeus desse grande ator que é Hugh Jackman à personagem que imortalizou, e que o imortalizou a ele; épico. Honestamente, isto SIM é um filme. A melhor parte é talvez o facto de, apesar de depender de referências (continua a ser parte dos X-Men tal como o Wolverine sempre será), podia perfeitamente ser um filme de ação por direito próprio. É assim tão bom.

Um filme com o Wolverine, não seria um filme decente se não tivesse a mítica cena que denomino “oh olha, não morri, que pena”. Passo a explicar: normalmente é o inicio de uma cena de ação (das muitas que existem no filme) onde um dos maus da fita, dá um tiro ou o esfaqueia, ou saca de uma serra elétrica, etc. (não consigo estar para aqui a fazer uma listagem de todas as formas que já tentaram matar o pobre Logan), e a seguir o mau da fita repara, com ar incrédulo que Logan não está morto… e pronto, o mau da fita já era! Bem, para meu deleite, neste filme, somos presenteados com uma dessas cenas logo no início do filme; soube logo que ia ser muito bom.

Inspirando-se na história de banda desenhada “Old Man Logan” (em Português, “O Velho Logan”), é assim que nos aparece este filme, com um Wolverine já velho e debilitado, tanto fisicamente como mentalmente (e vamos ser sinceros, com as viagens no tempo o homem viveu o quê? 200 e tal anos?). Logan está velho, doente e cansado de viver. Entristece-me ver o ‘meu’ super-herói neste estado, mas não fui eu quem decidiu assim, e se pensarmos bem, com tudo o que a personagem já passou, seria normal estar no mínimo cansado.

Dou os meus parabéns ao ator Hugh Jackman pelo seu fantástico e dedicado desempenho à personagem Wolverine. Parece que a personagem e o ator foram feitos um para o outro. É uma pena dizer adeus a Jackman no papel de Wolverine, ninguém o vai conseguir superar. Claro que se trata de uma evolução cultural, mas dar vida a uma personagem amada até por aqueles que não gostam lá muito dele, numa época em que os filmes de super-heróis eram “patetas” e “infantis”, diz muito acerca do calibre do talento de Hugh Jackman. Mas mesmo assim, conhecendo o talento musical de Jackman, continuo aborrecida por não termos tido pelo menos uma cena, onde quer que fosse, com o Wolverine a cantar. Não seria menos épico que o resto do filme.

Confesso que não sabia o que iriam fazer à personagem de Laura Kinney (X-23), porque se trata de uma personagem complexa, e admito que a conheci nas bandas-desenhadas quando ela era já mais velha. Mas juro por Deus, que AMEI aquela miúda. Um Wolverine em miniatura. Fantástico.

Não vou revelar o final, mas isto foi uma despedida como deve de ser. Tanto de Hugh Jackman como de James “Logan” Howlett (sim, leram bem, o primeiro nome dele não é Logan, é James. Já aprenderam uma coisa nova hoje. Mais que não seja, aprenderam que alguém para além de vocês sabe o primeiro nome do Wolverine).

E já agora, aproveito para agradecer a quem quer que estivesse encarregue da tradução dos nomes de personagens de BD na altura, por NUNCA ter traduzido “Wolverine”. Claro, em inglês soa bem, mas sabem qual é a tradução para português? Carcaju. Não estou a brincar. Carcaju. Ou Glutão, dependendo do português. Não soa exatamente ao mesmo, pois não?

Seja qual for o nome, Wolverine, James, Logan, Jackman, são hoje partes de um todo verdadeiramente imortal e inesquecível, que marcou gerações, e que continuará a fazê-lo.

giphy

Inês & Helena

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