a máquina de fazer espanhóis

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O livro “a máquina de fazer espanhóis”, escrito por Valter Hugo Mãe foi vencedor do Prémio Literário José Saramago…

Valter Hugo Mãe tem (para além da excelente escrita) uma característica que partilha com José Saramago: o seu estilo de escrita. Para quem não está habituado, pode ser um pouco difícil ao início perceber quando uma das personagens está a falar ou não. Como no ensino secundário foi obrigatório ler uma obra de Saramago, eu já estou “ensinada” para ler este estilo de escrita.

“a máquina de fazer espanhóis” narra (parte d)a velhice do senhor António Silva depois deste perder a sua esposa e ter sido colocado num lar para a terceira idade pelos seus filhos.

“abracei o corpo da minha mulher, segurei-lhe a mão, a sua cabeça no meu ombro. criei um pequeno embalo, como para adormecê-la, ou como se faz a quem chora e queremos confortar. vai tudo ficar bem, vai correr tudo bem. o que era impossível, e o impossível não melhora, não se corrige.”

Após a morte de Laura, a vida do senhor António Silva muda radicalmente. Para além de perder a mulher que amou profundamente a vida toda, este vê-se agora a viver num lar para a terceira idade, contra a sua vontade. Atravessa a porta da entrada deste mudo, cheio de fúria e rancor. Mas aos poucos redescobre o que é fazer e ter amigos.

Já tinha ouvido falar sobre este livro, mas só à pouco tempo senti curiosidade de o ler (devido ao seu peculiar título, confesso). Não sabia muito bem o que esperar, nunca tinha lido nada deste autor e o resumo que surgia no livro não me apelava muito, mas acabei por ler e gostar bastante; não só da escrita como da história do senhor António Silva. Li em alto alguns trechos, que achei hilariantes, à minha mãe e acabámos as duas por rir dos mesmos.

Aconselho a leitura!

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